Nossa, tô devendo um post aqui há tempos. Além dos novos capítulos da novela do caso Pirate Bay, tô em falta com montes de assuntos importantes, interessantes, engraçados e relevantes ao blog. Aliás, me pergunto: O que não é relevante aqui? Vamos de Pirate Bay, então.A boa nova é que o Juiz do caso foi desqualificado por ter emitido julgamento parcial, já que ficou comprovado que Tomas Norstron (o tal Juiz) é membro da Associação Sueca para Direitos Autorais. Coincidência ou não, um dos participantes da tal organização, o Peter Danowsky, participou do julgamento como representante da indústria de música e cinema.
Vamo lá gente, vamos pensar... Quando os caras do PB foram condenados por infringir as leis de Copyrights a comunidade internética-cibernética foi à loucura com a injustiça. Afinal, como uma atividade social e cultural (como a troca de arquivos no Ciberespaço) tão comum pode ser considerada crime? Quem está sendo lesado? Os músicos, cineastas, escritores? Acredito que não.
Há tempos que o Copyright se tornou um valioso produto econômico para as indústrias fono e cinematográficas, como bem disse Joost Smiers em A ORIGINALIDADE QUESTIONÁVEL.
A maioria dos artistas já não vive de direitos autorais. Os lucros de tais direitos vão à jato para grandes gravadoras e para indústrias de entretenimento. Quando essas criminalizam caras como Peter Sunde, Gottfrid Svartholm e Fredrik Neij (os três fundadores do Pirate Bay), elas evidenciam quem são os reais interessados na caça aos piratas e a quem realmente favorece o sistema de Copyrights.
A questão em jogo não é uma simples punição de um crime. O caso PB ultrapassa o interesse público e chega ao privado. O uso do judiciário para defesa de interesses pessoais é, além de absurdo, uma apelação daqueles que acreditam no Estado da Ordem e do Progresso.
Para ajudar a galera interessada no assunto:
Copyright é novo imperialismo, diz guru da web
Internet sem Amarras Jurídicas
Por Ma Saraiva


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